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Gestão educacional

15/07/2011

Uma das temáticas que mais abordarei neste blog versa sobre gestão de organizações educacionais. Saliento por primeiro que não faço diferença entre administração e gestão, fato tão comum entre um grupo expressivo de autores sobre a temática. A razão é que, ao contrário destes, não considero a administração somente uma técnica, um meio para o alcance das metas educacionais, mas como uma atividade em que regras e recursos organizacionais são mobilizados por agentes quando em ação, tendo em vista o alcance de objetivos estratégicos. Essa mobilização é feita mediante um processo social, na qual diferentes agentes participam de seu desenvolvimento.

Os autores que defendem a mudança da denominação de administração para gestão alegam que a primeira não consegue captar a mudança paradigmática ocorrida na gestão da escola nos últimos anos, na qual a tônica principal é a participação, participação democrática de todos os agentes envolvidos no trabalho escolar, incluindo gestores, professores, alunos, famílias. conselhos etc. Afirmam que a  administração está relacionada, defitivamente, a termos como técnica racional, economicismo, centralismo e burocracia, taylorismo. Não concordo com esta visão da administração, aliás, grande parte da teoria moderna das organizações não concorda. Em outros posts explorarei mais essa questão.

Não significa que a participação não seja questão central neste tipo de organização. Em minha experiência na administração de organizações educacionais, em especial em instituições de ensino superior, os projetos que não envolviam as pessoas estavam fadados ao insucesso. Por outro lado, quando não chamavam a atenção dos gestores, quando estes não os colocavam como  suas prioridades, o fracasso também era evidente. A questão não é tão simples.

Organização educacionais são organizações complexas. Possuem objetivos divergentes, os grupos que as contituem possuem interesses muitas vezes conflitantes e, uma característica fundamental, o poder é difuso no seu interior. Todas essas características sofrem influências externas de vários grupos de stakeholderes. Quem não souber lidar com isto não saberá administrar esse tipo de organização.

Assim, e espero que entendam, pretendo apresentar a perspectiva dos líderes, dos gestores, dos administradores, dos dirigentes, como queiram chamar. É preciso definir o lado previmente, do contrário pode-se achar que participação democrática, acordo sobre metas e objetivos, consenso, sejam assuntos que brotam naturalmente nessas organizações. Não, definitivamente não. Para que uma organização seja saudável projetos devem estar em disputa e é aí que os líderes entram, com sua concepção de educação, com o delinheamento de um projeto acadêmico, com suas prioridades, com a sua capacidade de convencimento etc. Do contrário, a organização vaga docemente de um lado para o outro ao sabor das motivações de momento de seus membros, perdendo-se tempo e recursos fundamentais.

Para isso, liderança e a existência de um projeto, tendo a capacidade e a competência para implementá-lo, são fundamentais. Temas a serem desenvolvidos.

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From → Administração

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