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Novamente sobre o Exame da OAB

14/08/2011

Retorno ao assunto do Exame da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB).

Li no IG que a OAB e a Fundação Getulio Vargas divulgaram no último dia 8 os aprovados da 1ª fase do Exame, após os recursos. Levantamento do iG mostra que passaram à segunda etapa do primeiro exame deste ano 21.840 candidatos dos 121.309 inscritos – a abstenção ainda não foi divulgada. O número significa que apenas 18% dos bacharéis que tentam obter o registro profissional poderão fazer a próxima prova no dia 21, que inclui uma redação de peça profissional e quatro questões dissertativas.

O Estado com maior porcentual de aprovados para a segunda fase foi o Ceará com 27% e o que teve menos foi o Amazonas com 12%. São Paulo teve apenas 15% dos inscritos. O Pará ficou um pouco acima da média, 2547 candidatos se inscreveram na prova e 504 foram aprovados, ou seja, 21%. Lembrar o seguinte: para passar nesta fase o candidato deve acertar pelo menos 50% da prova.

Se pensarmos  que no exame anterior a média de aprovação na 1ª. fase foi de 25%, conclui-se que vem mais vexame por aí. E a OAB pronta para dizer que isso reflete o baixo nível de qualidade das IES, incluindo USP, FGV, PUC e todas as universidades federais.

Há muitas questões envolvidas neste Exame. Não vou falar de reserva de mercado, acho que isto está claro para todo mundo. Vejamos os aspectos financeiros envolvidos.

A taxa de inscrição foi de R$ 200,00. Multiplicando esse valor por 121.309 temos a arrecadação de 24.261.800,00 pela aplicação de um exame. Dinheiro para a OAB e para a FGV. A OAB afirma que seria mais lucrativo não realizar o exame de ordem porque passaria a ter a arrecadação de milhares de novos advogados, com a obrigação de pagar a anuidade bem superior ao valor da tarifa do exame. Isso não justifica o valor do Exame.

Outra questão refere-se aos cursos preparatórios. Após o último resultado ocorreu uma verdadeira corrida aos cursinhos. Aqui em Belém, os mais famosos, como Marcato e LFG, oferecem ensino a distância, 6 horas semanais por uns R$ 250,00 mês. Macetes, macetes e macetes. Ou seja, macetes sobre questões que caem na prova e que as faculdades não abordam.

Não discuto que a qualidade de muitas faculdades é péssima e que muitos alunos não conseguem escrever uma frase corretamente, mesmo quando já estão concluindo o curso. Discuto se serão nesses cursinhos que aprenderão, ou se serão esses cursinhos que farão que os bons alunos passem no Exame.

Há uma inversão de valores. No lugar de se concentrarem nas disciplinas do final do curso e na realização de uma boa monografia, os alunos passam a focar no Exame. Para mim está tudo errado. Minhas sugestões já foram apresentadas em outro post. Fica o registro.

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From → Educação

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