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Gestão do conhecimento: concepções e obstáculos à implantação

24/08/2011

Em um post anterior sobre as organizações educacionais afirmei que nestas pouca atenção era dada à gestão do conhecimento (GC). Mas, o que é gestão do conhecimento e quais os principais obstáculos a sua implementação  em organizações de um modo geral?

Imersas em um mundo de informações, as organizações têm se mobilizado na busca por tecnologias capazes de registrar, sistematizar e difundir as informações necessárias visando um funcionamento mais eficiente. A questão é que quase sempre os investimentos em tecnologia suplantam os relacionados às pessoas, ao conhecimento e à cultura de uma determinada organização.

Deve-se salientar que o termo gestão do conhecimento possui diversos significados, dependendo da ciência ou área de conhecimento que a utilize. Filósofos, sociólogos, teóricos organizacionais e cientistas computacionais, por exemplo, analisam a GC a partir de diferentes visões.

Concordo com muitos estudiosos que o conhecimento só existe na mente humana e entre as mentes. Portanto, para a GC ocorrer deve haver interesse e disponibilidade das pessoas para querer compartilhá-lo.

Nesse sentido, a GC pode ser compreendida como “o conjunto de atividades voltadas para a promoção do conhecimento organizacional, possibilitando que as organizações e seus colaboradores possam sempre se utilizar das melhores informações e dos melhores conhecimentos disponíveis, com vistas ao alcance dos objetivos organizacionais e maximização da competitividade” (ALVARENGA NETO, 2005, p. 18).

A GC possui interrelações claras com a visão estratégica da organização, com a cultura organizacional e com os processos de mudança. Requer dos gestores uma visão amplificada das ações locais e o desenvolvimento de habilidade intuitiva para conjugar essas ações.

Na implementação da GC em organizações, pesquisas têm identificado uma série de problemas e obstáculos, como:

a) questões culturais, comportamentais e atitudinais relacionadas com a ausência de práticas de compartilhamento; a idéia estreita de trabalho produtivo e a idéia de que informação e conhecimento estão relacionados com poder, portanto, o acesso  deve ser restringido.

b) restrições orçamentárias para compras de softwares, sistemas, processos de digitalização, cursos, treinamento e desenvolvimento de pessoas; alto índice de ‘turnover’ e a falta de tempo para registro e compartilhamento (ALVARENGA NETO, 2005, p. 281).

Para superar esses obstáculos, acredito firmemente que a realização de reuniões,  planejadas a partir dos problemas e questões cotidianas que uma organização enfrenta em seu contexto de atuação, pode representar o início do processo para  a implementação da GC. Dessa forma, o exercício do diálogo permite: a) que as pessoas se conheçam; b) passem a confiar umas nas outras; c) que possam construir um sensemaking sobre o modo de atuar da organização; d) percam o medo de se expor e aceitem correr mais riscos.

Volto ao tema.

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From → Administração

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