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Identificação e desenvolvimento do conhecimento organizacional

25/08/2011

Para não ficar apenas no aspecto mais teórico sobre gestão do conhecimento, segue um texto por mim elaborado em uma perspectiva mais operacional.

Para Probst, Raub e Romhardt (2002), a administração do conhecimento organizacional deve constituir um sistema de gestão. Assim, os autores propõem a união dos processos essenciais com mais dois elementos construtivos: os objetivos do conhecimento e a avaliação do conhecimento. Os processos essenciais da gestão de conhecimento na visão dos autores são os seguintes: identificação do conhecimento, aquisição do conhecimento, desenvolvimento do conhecimento, compartilhamento e distribuição do conhecimento, utilização do conhecimento e retenção do conhecimento.

Vejamos alguns aspectos sobre identificação do conhecimento e desenvolvimento do conhecimento.

A etapa de identificação do conhecimento visa responder algumas perguntas, tais como: quantos projetos estão em andamento na organização e quais os objetivos deles? Quais são os especialistas em assuntos fundamentais tanto externamente como internamente à organização? Quais as experiências bem sucedidas desenvolvidas anteriormente na organização sobre a mesma questão?

 Para Probst, Raub e Romhardt (2002), tornar o conhecimento interno visível significa determinar a situação presente, isto é, conscientizar a organização de suas próprias capacidades. Todos concordam que hoje nas empresas há excesso de informações. O que os gestores precisam é uma maneira prática de acessar o ambiente de conhecimento e de identificar tipos específicos de conhecimento, tanto interna como externamente.

 Entre as técnicas existentes – benchmarking tradicional interno e identificação das melhores práticas internas –  são pré-condições essenciais para o processo de transferência da melhor prática. Outras técnicas abordadas pelos autores foram: listas de especialistas e páginas amarelas, mapas de conhecimento e topografias do conhecimento. Além dessas técnicas, ou autores destacam ainda o mapeamento dos processos essenciais da empresa (mapas de competência) e o acesso à experiência adquirida em processos anteriores como apropriadas para identificar o conhecimento coletivo da organização, conforme Quadro 1.

 

Quadro 1 – Técnicas e procedimentos para a identificação de conhecimento na organização

Técnica ou procedimento

Descrição

Benchmarking Conjunto de métodos teóricos e de subsídios práticos que ajudam as empresas a identificarem os próprios pontos fracos em relação à concorrência.
Listas de especialistas/ páginas amarelas Espécie de catálogo contendo as listas de problemas que ocorrem freqüentemente no desenvolvimento de produtos, juntamente com os nomes de quem tem potencial para resolvê-los.
Mapas de conhecimento São representações gráficas de especialistas, ativos de conhecimento, fontes de conhecimento, estruturas de conhecimento ou aplicações de conhecimento.
Topografias do conhecimento Identificam as pessoas que possuem habilidades e conhecimentos específicos e indicam o nível de seu conhecimento.
Mapas de competência Identificam os especialistas e as estruturas de conhecimento que são necessárias para dar suporte a um determinado processo essencial. Também identificam procedimentos, tarefas, métodos e responsabilidades.

Fonte: adaptado de Probst, Raub e Romhardt (2002).

 

Para identificação do conhecimento externo, algumas possibilidades são: a organização utilizar postos de escutas, contratar consultores especialistas, consultar think-tanks e departamentos universitários, construir redes de relacionamento ou usar de forma inteligente a Internet.

 O desenvolvimento do conhecimento envolve a efetivação de inovações no âmbito de uma linha imaginária entre a criatividade e a solução sistemática de problemas. Para Probst, Raub e Romhardt (2002), isso implica o desenvolvimento de novas habilidades, novos produtos, idéias melhores e processos mais eficientes, o que poderia se chamar de criar competências organizacionais.

 O Quadro 2 resume algumas técnicas e procedimentos citados por Probst, Raub e Romhardt (2002) que possibilitam o desenvolvimento do conhecimento coletivo na organização.

 

Quadro 2 – Técnicas e procedimentos para o desenvolvimento de conhecimento coletivo

Técnica ou procedimento

Descrição

Think-tanks Grupos nos quais a organização concentra sua inteligência e aos quais confia o desenvolvimento de conhecimento e de habilidades que são críticos para toda a organização.
Aprendendo no trabalho Surgimento de conhecimento durante o processo normal de trabalho. O aprimoramento sistemático de produtos, de procedimentos e de estruturas.
Arenas de aprendizagem São espaços nos quais os processos são desenvolvidos, mas também, onde especialistas experientes concentram experiência de projeto, o desenvolvem mais e o comunicam aos demais.
Lições aprendidas Disponibilizar, após crítica, lições aprendidas durante a execução de um projeto para equipes futuras em projetos semelhantes.
Preservando a experiência Formas adequadas de preservação das experiências anteriores da organização.
Uso de cenários Quando as empresas desejam analisar os possíveis acontecimentos futuros, visando o desenvolvimento de estratégias, visões e novos serviços.
Work-out Processo de comunicação aberta em que os participantes combinam seus conhecimentos em um exercício conjunto de solução de problemas. As decisões imediatas garantem que seu conhecimento seja introduzido em futuras decisões administrativas.

Fonte: adaptado de Probst, Raub e Romhardt (2002).

 

 

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From → Administração

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