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Novos atores em sala de aula

23/09/2011

O professor é um profissional. Parece óbvio, mas muita gente acha que para ser professor basta ter ‘dom’, falar bem, gostar de criança etc. Na realidade, ser professor exige uma série de conhecimentos e competências. Uma das quais, e no meu entendimento a mais difícil, é ter a capacidade de refletir sobre a sua ação rotineira, desenvolvendo com isso o que se denomina um “saber pedagógico”.

O saber pedagógico (ou saberes) não se ensina nos livros. É uma capacidade que se desenvolve aliando teoria e prática a partir de experiências reais vivenciadas pelo professor na escola e na sala de aula. Estas experiências produzem problemas para os quais não existe uma única solução certa. São problemas complexos, ou ‘confusos’, que exigem do professor uma observação atenta e, portanto,  mais detalhada dos elementos que os compõem. Trata-se de desenvolver pesquisa na ação.

Essa é a grande diferença entre um transmissor de informações e alguém que produz conhecimento a partir da realidade em que atua.

Isto não quer dizer que a experiência de pessoas oriundas de  diversas áreas profissionais não seja importante para a educação dos estudantes. Certamente, a realidade é um forte componente curricular e utilizada com inteligência traz para o processo de ensino um componente dinâmico e estimulante para a escola.

Escrevo isso para destacar a experiência relatada em reportagem do Estadão, de 22 de setembro, a qual exemplifica o que vem ocorrendo em alguns estados americanos que passaram a utilizar aposentados para ministrarem certas disciplinas.

Aos 65 anos, Walt Patteson tem duas carreiras atrás de si e está feliz com a terceira, de professor de química do segundo grau. Ele é um dos americanos com idade para se aposentar que procuram exercer ainda suas competências optando pelo ensino.

Barry Ostrer, após 32 anos de IBM, começou este mês a ensinar matemática numa escola de Englewood - ANDREA MOHIN/THE NEW YORK TIMES-7/9/2011
ANDREA MOHIN/THE NEW YORK TIMES-7/9/2011
Barry Ostrer, após 32 anos de IBM, começou este mês a ensinar matemática numa escola de Englewood

À medida que a geração do pós segunda guerra (conhecida como baby boomers) chega à idade da aposentadoria, alguns dos seus integrantes que buscam uma nova carreira decidem ingressar no corpo docente em “community colleges”, colégios técnicos públicos que oferecem ainda reciclagem profissional, e em programas que lhes permitem aproveitar sua capacitação profissional na sala de aula.

Nem as recentes críticas de professores e os cortes dos orçamentos nas instituições de ensino impediram que muitos aposentados buscassem credenciais para ensinar – e encontrar empregos pagos, principalmente nas áreas de matemática, ciências e educação especial.

Muitos chegam ao ensino mais tarde porque gostam de desafios. Alguns querem ajudar comunidade ou se manter ativos. Outros precisam de uma renda ou de um dinheiro extra para complementar a aposentadoria. E outros ainda, como Patteson, precisaram de um estímulo para explorar o campo do ensino.

“Minha esposa disse que pararia de trabalhar se eu continuasse saindo todos os dias para jogar golfe”, disse. Depois de passar dez anos na Marinha, onde era piloto, ele voltou para casa para ajudar a administrar a fazenda da família em Tracy, Califórnia. Mas, vinte anos mais tarde, em 1999, quando a fazenda foi vendida, ele estava com apenas 53 anos e queria fazer alguma coisa voltada para a comunidade.

Patteson, que foi membro do conselho da escola local, ouviu falar de uma vaga na vizinha West High School para ensinar ciências, e resolveu aprimorar sua formação em ciências e matemática e tornar-se professor.

Acesse o link para ler a reportagem completa.

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From → Educação

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