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Redação, processos seletivos para universidades e ENEM

30/09/2011

Participar de um processo seletivo (antigo vestibular) para as universidades públicas no Brasil é teste de nervos para o candidato e para (como dizia meu pai) pai, mãe, avós e os gatos, periquitos e papagaios.

O principal motivo para tamanha ansiedade é o número de vagas oferecido pelas instituições. Li hoje que na UEPA aproximadamente 100 mil concorrerão as 2 mil e poucas vagas que a instituição oferece. Bem, quanto a isso não há muito o que fazer, a não ser que num passe de mágica a educação superior passasse a ser a prioridade das prioridades.

Porém, não é bem sobre esse ponto que eu quero escrever, mas sobre a questão da redação nesses processos.

Conheço excelentes alunos que não conseguiram aprovação em razão de pontos perdidos nas avaliações de suas redações. Quando reitor, acompanhava muito de perto os vestibulares que a UEPA promovia. Lembro, por exemplo, que a Pró-Reitoria de Graduação, todos os anos, buscava aperfeiçoar a grade de correção, institucionalizamos a correção por três avaliadores (quando havia uma discrepância maior que 3), treinávamos todos os anos o grupo de avaliadores, renovamos os membros desse grupo procurando dar uma qualidade mais uniforme, entre outras ações. Porém, sempre ficava em mim a sensação de que alguma injustiça poderia estar sendo cometida.

Hoje, as universidades  podem adotar o Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM):

  • Como fase única, com o sistema de seleção unificada, informatizado e on-line;
  • Como primeira fase;
  • Combinado com o vestibular da instituição;
  • Como fase única para as vagas remanescentes do vestibular.

Pois, no ENEM, a redação assume uma posição central. Ela ajuda muito na soma final da nota. Para chegar a este valor, somam-se as porcentagens obtidas na prova e na avaliação e divide-se por dois.

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A redação é ainda mais importante para quem vai tentar uma bolsa de estudos com a nota do Enem. Enquanto a maioria das universidades utiliza apenas a parte objetiva da prova, o ProUni (Programa Universidade para Todos), do Governo Federal usa a média final. Portanto, neste caso a redação corresponde a 50% da nota.

Quero que todos entendam que não sou contra a redação. Sou um  professor que sofre com as dificuldades dos alunos em se expressarem na língua escrita quando ingressam no ensino superior. Mas, daí a considerar 50% da avaliação de um processo seletivo em uma única habilidade (ou inteligência) eu acho muito.

Some-se a isso, a subjetividade das correções de um número impressionante de provas por um número expressivo e diversificado de corretores e está aberto o caminho para erros e injustiças.

Solução? Diminuir o peso da redação na soma final, aprimorar a grade correção e treinar muito os corretores. Dessa forma, as injustiças poderiam diminuir.

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From → Educação

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