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Mudança radical no ensino médio do Rio Grande do Sul

11/10/2011

Um dos meus caros leitores deste blog me enviou a notícia abaixo. Acho a proposta de mudança alvissareira, pois acredito que este seja um  caminho promissor. A questão agora é a implementação, fase na qual a maioria dos projetos educacionais falha. Julgo que um “calcanhar de Aquiles” da proposta seja a carga horária dos professores. Além disso, mudar a forma de atuar de milhares de professores não será tarefa fácil.

A reportagem é de Cinthia Rodrigues, do site iG São Paulo, do dia 08/10/2011.

A partir de 2012, os estudantes do 1º ano do ensino médio na rede pública do Rio Grande do Sul deixarão de ter a tradicional divisão das aulas em química, física, biologia, história, geografia, sociologia, filosofia, língua, língua estrangeira, educação física e matemática. No lugar entrarão projetos temáticos interdisciplinares que contemplem as mesmas quatro áreas de conhecimento cobradas no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem): linguagens, matemática, ciências humanas e ciências da natureza e as respectivas tecnologias.

A proposta apresentada em setembro pela Secretaria Estadual de Educação gaúcha ainda passa por debate com a rede durante este mês, mas a mudança é certa. “Todas as 1.053 escolas vão mudar em 2012”, garante a assessora do ensino médio do Departamento Pedagógico, Vera Maria Ferreira. Este ano, o Conselho Nacional de Educação (CNE) votou uma nova diretriz para o ensino médio que segue linha similar, mas a proposta aguarda homolgação do Ministro da Educação, Fernando Haddad.

No Rio Grade do Sul, em vez das disciplinas, as escolas escolherão os projetos a partir de 10 eixos. O acompanhamento pedagógico, que deve permear todos os temas, e meio ambiente, esporte e lazer, direitos humanos, cultura e artes, cultura digital, prevenção e promoção da saúde, comunicação e uso de mídias, investigação no campo das ciências da natureza; e educação econômica e áreas da produção.

“Não é que vai deixar de existir uma matéria, mas ela vai ser dada em um contexto”, afirma Vera. Segundo ela, algumas disciplinas continuarão tendo tempos específicos para conteúdos que não estiverem relacionados a nenhum projeto, mas algumas devem ter toda sua carga inserida em aulas interdisciplinares como língua inglesa, portuguesa, matemática e sociologia. “Acho muito difícil um tema destas áreas que não possa ser abordado com sucesso dentro de situações problema.”

De acordo com dados do último Censo Escolar, o Rio Grande do Sul tinha 161 mil alunos matriculados no 1º ano do ensino médio. O Estado enfrenta uma defasagem idade-série de 30% dos matriculados na etapa e um índice de abandono de 13%, principalmente no 1º ano, e de 21,7% de reprovação. “O novo modelo tem o desafio de manter o interesse destes jovens, diminuir estas perdas e ainda atrair de volta cerca de 84 mil adolescentes que estão fora das escolas”, diz o secretário de Educação, José Clóvis de Azevedo.


 

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