Skip to content

Greve dos professores no Pará

16/11/2011

A greve dos professores no Pará tem sido motivo de preocupação para alunos e pais com prejuízos para os alunos, no meu entender, irrecuperáveis (como a questão dos processos seletivos para as principais universidades públicas do país).

Acho que professores e profissionais como médicos, enfermeiros, fisioterapeutas, técnicos em informática, entre outros, ganham muito mal, tanto quando empregados do setor público e, mais ainda, do setor privado. Lutar por melhores salários faz parte do processo por melhores condições de vida, mas é sempre bom saber a hora de realizar uma parada estratégica. Da forma como as coisas se encaminharam, todos (governo, sindicato, professores, alunos) já estão perdendo.

A razão principal alegada pelos professores para a deflagração da greve é o não cumprimento da  lei do piso do magistério, aprovada há mais de três anos. Essa legislação prevê mínimo de R$ 1.187,00 a professores da educação básica pública, por 40 horas semanais, excluindo as gratificações. A lei também assegura que os docentes passem ao menos 33% desse tempo fora das aulas para poderem atender aos estudantes e preparar aulas.

São avanços significativos para a melhoria do processo educacional, para a valorização do professor e da própria carreira (só para lembrar, apenas 3% dos vestibulandos do ano passado pensavam seriamente em seguir a carreira de professor). Quem é professor como eu sabe da importância de ter um tempo reservado para preparar aulas, corrigir trabalhos, orientar alunos, enfim, ter um tempo destinado ao estudo e à reflexão.

A Folha de São Paulo de hoje apresenta uma reportagem sobre o assunto, observando a questão nacional. O quadro destacado na reportagem demonstra como a lei vem sendo cumprida (ou descumprida) pelos 26 estados e pelo Distrito Federal. Espantoso o valor pago por Minas Gerais e Rio Grande do Sul, 616 e 791 reais, respectivamente. No Rio Grande do Sul, o  governo assumiu o compromisso de adotar o piso até 2014. Um cronograma de implantação está em estudo e deve ser apresentado para a categoria.

No estado de Minas Gerais, o governo criou um sistema facultativo que incorpora as gratificações ao vencimento básico. Desta forma, o salário dos professores de nível médio que optaram pelo modelo de subsídio sobe para R$ 1.122,00 na carga horária de 24 horas semanais.

Para quem segue no modelo antigo de remuneração, o governo diz já ter enviado para a Assembleia um projeto que eleva o salário para R$ 712,20. Se aprovado, começará a ser pago a partir de janeiro de 2012.

Em setembro, após 112 dias de greve, os docentes firmaram acordo com o governo para renegociar o piso de forma a redefinir um plano de carreira que permita aumento para toda a categoria de forma proporcional, e não apenas para quem recebe hoje abaixo do piso nacional.

O Pará foi o primeiro Estado a protocolar ofício ao Ministério da Educação, apresentando a necessidade de complementação financeira para pagar o piso. Apesar de ainda não ter recebido o recurso da União, o governo afirma que repassa 30% da diferença entre a remuneração paga e o piso nacional (R$ 28,19) no vencimento base. Antes, o piso para professores de nível médio era R$ 1.093,00.

Anúncios

From → Educação

Deixe um comentário

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

%d blogueiros gostam disto: