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Internet

25/11/2011

Já que nestes últimos dias escrevi um pouco mais sobre tecnologia na escola, creio ser importante comentar um pouco a questão da internet e das redes sociais.

Impressionante o poder da internet e das redes nas nossas vidas. Muitas pessoas passam horas seguidas acessando sites e, principalmente, conversando por meio das redes sociais. Esse problema já chegou às escolas e universidades com vários professores reclamando que seus alunos não tem mais nenhum interesse por suas aulas. Aliás, passam essas aulas acessando, por celulares e computadores, a internet. Várias escolas passaram a proibir os celulares e algumas instituições que possuem Wi-Fi bloqueiam o acesso em determinados horários.

Essa intromissão permitida da internet em nossas vidas tem sido alvo de reflexões diversas, principalmente sobre a liberdade e a privacidade que devemos manter  ao navegar.  André Lemos, um especialista nesta área, assim traduz um aspecto dessa questão:

“[…]Agora, as coisas pioraram muito. Os atuais filtros-bolha online nas máquinas de busca (Google, em especial), nos sites jornalísticos e nos sites de redes sociais (Facebook, notadamente), invisíveis, são muito mais efetivos e silenciosos na criação de uma opacidade e mesmo de uma total invisibilidade das informações. “Você não decide o que entra e você não vê o que fica de fora”, diz Pariser, definindo os filtros-bolha – a bolha informacional onde você está, sendo filtrado os dados que te chegam a partir dos diversos serviços online que você utiliza (Google, Yahoo, NYT, Facebook…). Você terá grandes dificuldades para encontrar algo que não esteja procurando. Os serviços já sabem o que é ou não bom para você. Adeus serendipity!!!.”

Esta última palavra refere-se à serendipidade ou o ato de procurar uma coisa e achar outra. Traduz o imprevisto, a descoberta fortuita. Exige da pessoa uma certa sagacidade, intuição, ser capaz de combinar o acaso. Quantas habilidades se perdem com o Google “fazendo” tudo por nós. Mas, e isso é o mais perigoso, “escolhendo” tudo por nós, dizendo o que pessoas semelhantes a nós pesquisaram ou leram. Daqui a pouco ficamos todos iguais.

Outra questão são as redes sociais. Quanta exposição gratuita e como, aos poucos mas todos os dias, vamos perdendo a privacidade. Ontem, procurando no Facebook  por um colega da instituição em que eu trabalho encontrei até a portaria em que concediam a ele uma bolsa. Pode? Quem autorizou isso?

Meus colegas pedagogos (e tenho vários) passam a vida estudando autores fundamentados no marxismo. Para eles,classe social, capital, empresas, liberarismo estruturam as nossas vidas por meio de uma classe hegemônica presente nas diversas instituições sociais. Pois agora já podem incluir a internet como uma poderosa “agente” alienante e homogeneizadora da sociedade.

Com isso não quero dizer que não devamos usá-la. Ao contrário, é impossível não participar dessa rede. Mas, não se deve perder a capacidade crítica e de reflexão sobre o que ali fazemos e vivenciamos todos os dias.

Para quem se interessar sobre o assunto, achei este site que apresenta por meio de um infográfico o estado da internet em 2011. Muito bom, vão lá!

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