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Novas estruturas organizacionais: pensando nas escolas

26/03/2012

Pensar em estruturas organizacionais é pensar no modo como as pessoas se comportam efetivamente nas organizações. Estruturas muitos centralizadoras inibem a criatividade, criam desmotivação e infarto nos gestores.

Como trabalho com a ideia que os gestores devem provocar eventos que possam dar uma contribuição efetiva para os objetivos que uma organização pretende alcançar, estou convicto que as pessoas em uma organização escolar devem ter liberdade para criar e produzir coisas novas. A prática pode começar, acho mesmo que deve, por pequenos grupos envolvidos em projetos relacionados a um determinado interesse. Tipo: professores que querem organizar uma peça de teatro podem reunir experiências diversas, mobilizar alunos e comunidade. Logo, talvez surja um grupo de teatro, ou melhor, um envolvimento de todos na escola na organização de atividades de expressão do corpo. Agora, teatro, dança e música podem estar se comunicando.

O diagrama de Paul Baran (em outro post escrevo sobre ele) pode representar melhor o que quero dizer.

Vejam que a primeira figura representa a organização centralizada. Tudo tem que passar pelo centro, pelo chefe, pela autoridade maior. Nada se faz sem o seu consentimento e, principalmente, somente na hora em que ele acha que é a certa. Quanta demora e paciência para conseguir as coisas.

O segundo diagrama mostra grupos descentralizados, porém ainda não conectados plenamente. Tem sempre que passar por alguns centros. Diria que nossas universidades e escolas têm esse perfil, mesmo entre os que enfatizam uma gestão democrática. Na realidade, isso é possível mesmo.

Na terceira imagem, a formação em rede é o que se pretende retratar (pelo menos a intenção, já que a imagem não consegue representar bem isso). Nela percebe-se a ausência de um centro, todos podem comunicar-se diretamente entre si e a colaboração tende a ser um pressuposto básico para o funcionamento da organização. Creio que podemos caminhar para isso. Porém, requer muita responsabilidade profissional dos membros, o que de certa forma nos faz retornar ao tema da importância da qualidade dos saberes das pessoas que compõem as instituições educacionais.

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From → Educação

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