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Demissão de professores

01/07/2014

Reportagem da Folha de São Paulo traz entrevista com John Deasy, do Departamento de Educação dos Estados Unidos. O tema: demissão dos professores ruins. Assunto polêmico, mas que merece reflexão. Lido com formação de professores, os que já atuam e os que ainda irão atuar. Percebo em muitos nenhuma vocação para a profissão. É fato que farão um concurso público e quando aprovados terão muitas dificuldades para lidar a complexidade de uma sala de aula. Alguns superarão isso se tiverem bons tutores, trabalharem em boas escolas ou participarem de bons cursos de aperfeiçoamento. Essas condições são difíceis de serem encontradas aqui no Pará.

Outro aspecto que encontro em minhas pesquisas é que há maus professores por desinteresse e falta de compromisso. Nesse caso, não haverá curso ou escola que resolvam. O que fazer? Os diretores ficam de mãos atadas e começa um vai e vem de professores entre as escolas sem resolver a questão.

Leiam o início da reportagem:

 

Em 2012, nove estudantes da Califórnia pediram na Justiça a revogação da lei que dificultava a demissão de professores de escolas públicas do Estado. O objetivo era impedir que maus docentes continuassem atuando em sala de aula. Há três semanas, veio o veredito favorável — e inédito — da Suprema Corte da Califórnia, elogiado pelo Departamento de Educação dos Estados Unidos e criticado pelos sindicatos. “A questão central não é demitir ou não maus professores, mas garantir ensino de qualidade às crianças. É um direito constitucional”, diz John Deasy, superintendente de Educação de Los Angeles, que testemunhou no processo em favor dos estudantes. Deasy chefia a maior rede de escolas públicas da Califórnia e segunda maior dos Estados Unidos, com 1.300 escolas, 27.800 professores e mais de 900.000 alunos (a cidade de São Paulo tem 3.154 escolas, cerca de 59.856 professores e 932.174 estudantes). Apesar da decisão judicial, vai demorar até que o primeiro professor seja demitido por mau desempenho. Antes, sindicatos devem recorrer da decisão e legisladores precisam pavimentar a via legal até a demissão. Isso não diminiu a importância do veredicto, diz Deasy. “Essa é a maior decisão já tomada na área de educação na Califórnia. Faremos o possível para levá-la adiante.” Na entrevista a seguir, ele conta por que abraçou a causa e como devem ser avaliados os professores, uma tarefa necessária para apontar quem sabe ou não ensinar

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