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As propostas do candidato

12/09/2014

Recebi em minha residência, por meio de um folder,  as propostas do candidato ao Governo do Estado Elder Barbalho. Fiz uma breve análise de quatro itens sobre educação.

Primeira proposta: escola em tempo integral. A maior parte dos candidatos a faz por pura demagogia, não entendem o que estão falando. Ouviram dizer que é bom para ganhar votos e reproduzem. Não que seja ruim, mas no momento esta não é a prioridade.
A questão central é o aprendizado dos alunos, seja com duas, três, quatro ou oito horas de aulas diárias. Há poucos anos aumentaram para duzentos os dias letivos no ano. Melhorou alguma coisa? Muito Pouco.Aulas sem planejamento, pois os professores têm pouco tempo para reflexão e estudo, comprometem o tempo das aulas, que são consumidas com a cópia de exercícios do quadro, disciplina da turma e aulas expositivas que os alunos não prestam atenção. Resultado, os alunos aprendem muito pouco.
No lugar de escola em tempo integral uma boa proposta seria a criação de uma instituição formadora de professores de forma permanente (já tivemos uma, o ISEP, que o ex-governador Jader Barbalho ajudou a acabar), para que estes aprendessem a gestão da aprendizagem, buscassem apoio em colegas mais experientes para o enfrentamento de problemas como as dificuldades de aprendizado e a indisciplina dos alunos, por exemplo.Escola em tempo integral funcionando como a escola atual não é a solução.

Outra proposta de candidato a governador (em um folder colorido; aliás, que campanha caríssima!). Construção de 1000 novas salas de aula, sendo 600 em novas escolas. Para que? Não conseguem manter as que já existem. Pelo que sei não há necessidade de novas escolas, os investimentos devem ser de outro tipo, de acordo com a realidade de cada município, voltados para facilitar o aprender dos alunos. Novas salas não farão muita diferença se permanecerem bibliotecas sem livros, laboratórios de informática sem material didático, salas de música sem instrumentos musicais e salas sem refrigeração.

Terceira proposta. “Levar a UEPA a todas as regiões do Pará”. Já não está há alguns anos? Agora é aumentar os investimentos na Universidade para desenvolver a infraestrutura já existente dos campi do interior e da capital, possibilitar o aumento de vagas, projetar para que ela seja o local do Instituto de formação de professores do Estado, por exemplo.

A última. “Valorização dos professores, com salários dignos e implantação da comissão permanente de negociação, evitando as greves”.
As greves ocorrem somente por salários? Não é um direito do trabalhador? Qual salário será digno?
Acho que algumas propostas das eleições internas das universidades públicas são um pouco melhores

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