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Professores sem partido

17/07/2016

Não creio sinceramente que no momento  esta seja uma discussão central sobre a educação brasileira. Mas, como li em vários lugares manifestações contrárias sobre os projetos de lei com a temática de professores sem partido resolvi me aprofundar nas leituras.

Uma das primeiras que fiz, foi no próprio site do movimento; um depoimento de Ilona Becskehásy. Ele cita algumas situações que o movimento alega serem claramente doutrinadoras. Ilona destaca os citados abaixo:

  • se desvia freqüentemente da matéria objeto da disciplina para assuntos relacionados ao noticiário político ou internacional;
  • impõe a leitura de textos que mostram apenas um dos lados de questões controvertidas;
  • ridiculariza gratuitamente ou desqualifica crenças religiosas ou convicções políticas;
  • pressiona os alunos a expressar determinados pontos de vista em seus trabalhos;
  • alicia alunos para participar de manifestações, atos públicos, passeatas, etc.;
  • permite que a convicção política ou religiosa dos alunos interfira positiva ou negativamente em suas notas;
  • não só não esconde, como divulga e faz propaganda de suas preferências e antipatias políticas e ideológicas;
  • omite ou minimiza fatos desabonadores à corrente político-ideológida de sua preferência;
  • promove uma atmosfera de intimidação em sala de aula, não permitindo, ou desencorajando a manifestação de pontos de vista discordantes dos seus;
  • não impede que tal atmosfera seja criada pela ação de outros alunos.

 

Isso é verdade. Todas essas situações já foram vividas na escola ou na universidade, por professores e alunos. Ultimamente, acrescentaria mais duas: aprova alunos em mestrado desde que o referencial teórico dos projetos esteja de acordo com suas convicções políticas; e aprova, da mesma maneira, candidatos em concursos públicos para docentes em universidades públicas.

Bem, esta é a realidade. Mas, daí aprovar leis para limitar essa postura, isso acho perigoso demais. Aliás, para mim, quanto menos leis melhor. Essa interferência na vida das pessoas é nociva.

Acho que os professores devem ser formados como profissionais, não como amadores. Como profissionais devem seguir um código de ética (simples, objetivo). Não pensar pelos alunos, fazê-los refletir por conta própria. Analisar os problemas sociais a partir de várias perspectivas. Assim, ao tratar a questão das políticas de cotas para negros o professores pode destacar duas visões. Um humanista-radical pensa as cotas para negros da seguinte forma, mas um liberal desta outra.Aqui estão os argumentos de um lado e de outro. O que vocês acham?

Não encerro esta temática. Tenho que apresentar o outro lado.

 

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